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Gestão de eventos requer mais experiência e vivência de mercado Publicado em 25/07/2017

Apesar de ter serviços similares, a gestão de viagens corporativas e a de eventos possuem uma série de diferenças e características específicas. A maior diferença está na amplitude do trabalho, já que a primeira cuida de reservas individuais e, a segunda, de grupos e atividades agregadas.

Com ambas as atividades em crescimento, cada vez mais se percebe que as TMCs vêm incorporando para si a questão de, juntamente com os deslocamentos, organizar congressos, feiras, convenções e outros tipos de encontros. Essa tendência acaba, muitas vezes, criando uma nova área dentro da corporação.

No Grupo Arbaitman, por exemplo, há mais de dez anos os serviços foram desmembrados e uma empresa independente focada em eventos foi aberta – a Central de Eventos. “A Maringá Turismo possuía um departamento para isso, mas percebemos que não era o modelo ideal. Então, criamos a Central e migramos a equipe que, na época, contava com 13 profissionais e hoje já são mais de 100 especialistas”, conta o vice-presidente da Central de Eventos e do grupo, Siderley Santos.

As duas atividades se diferem bastante uma da outra. “O escopo do serviço é diferente, pois, enquanto no corporativo tratamos de viagens individuais, em eventos são abordados grupos com vários serviços e logística agregados, com reserva de salas, alimentos e bebidas, equipamentos, transporte, passeio, materiais de apoio etc.”. O perfil do profissional dessa área acaba sendo diferente. Requer mais experiência de viagens e vivência de mercado, pois ele não só organiza o evento, mas também presta uma consultoria mais ampla e realiza negociações diretas com uma gama de fornecedores.

Enquanto uma viagem a negócios requer uma série de cuidados, como em relação à segurança e à experiência do viajante, um evento (que também precisa de cautela) tem como principal desafio sempre inovar. “Precisamos sempre entregar coisas novas e superar as expectativas, trabalhando com budgets cada vez mais restritos frente à crise. É necessário também escolher parceiros de confiança, ter uma equipe qualificada para trabalhar in loco e estar sempre preparado para eventualidades e contratempos que um evento pode ter”, continua Santos.

Para o executivo, não há dúvidas que, no futuro, as principais TMCs migrarão para o modelo com empresas independentes ou unidades de negócios para o setor de eventos, com CNPJ diferentes. Santos também reforça a importância de saber escolher com quem trabalhar. “Temos no mercado excelente players, mas também muitos aventureiros. A decisão do cliente final deve ser pela avaliação do preço, mas também da estrutura, da especialização, história, qualidade do serviço e experiência. Esses são fatores que fazem toda a diferença no resultado final de um evento.

 

por PANROTAS



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